Resident Evil 3 - O clássico em HD!

31/03/2021

Boas;

Sempre estudei uma forma de aumentar a resolução dos jogos antigos. Principalmente a trilogia inicial de Resident Evil. Conversei com vários romhackers de renome, mas ninguém sabia como fazer isso de forma eficaz.
Eu praticamente já tinha abandonado a ideia e minha principal aposta era em refazer o jogo numa engine atual, como a Unity - onde está sendo desenvolvido o Rebecca's Way -  por exemplo.
O grande porém disso é o tempo hábil para fazer um trabalho desse porte. Sem contar que, por mais capricho e cuidado que tenhamos, nunca fica exatamente igual. Uma troca de engine é sempre - sempre - traumática!
Eis que apareceu um pessoal que descobriu uma coisa inusitada, apesar de estar disponível já há mto tempo e ninguém tinha 'se ligado' nisso: O emulador de Gamecube, chamado Dolphin, permite que vc extraia as testuras de qualquer jogo e as substitua por qual você quiser. Na prática isso resultou na versão HD SEAMLESS, um belo trabalho feito por eles, que deixou os jogos em versão HD. A questão agora seria a seguinte: "Como usar de romhacking no Gamecube, para termos uma versão 100% traduzida em pt-br, por quem conhece a história do jogo e ainda em alta definição?"
É claro que o CT-STARS se posicionou no cenário exatamente como faria o grande e polêmico Barney Stinson: "Challenge accepted!" ou "O desafio está aceito!" mesmo sem antes saber se realmente poderia ser feito. A grande questão é que "Sempre dá!", basta você descobrir o quanto está disposto a dispender para que o trabalho seja feito. É por isso que as traduções do CT-STARS sempre estiveram à frente das outras. Porque primeiro aceitávamos o desafio e só depois íamos atrás de como fazer.
Bom, pela imagem acima mais a da última postagem, é possível perceber que o trabalho será feito. E o desafio concluído com sucesso!

Ps.: Sim, estou apaixonado por RE3 novamente e por esse menu em HD. Não, não consigo parar de falar nisso...

Grande abraço!


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"Não há nada estranho."

28/03/2021

Não há nada estranho nesta frase.

Quando eu traduzi o primeiro Resident Evil, lá pelo início dos anos 2000, optei por traduzir "There's nothing strange here" como "Não há nada estranho aqui". Depois fiquei com a sensação de que deveria corrigir tudo, já que pela lógica, se não há nada, quer dizer que há alguma coisa. Uma negativa anula a outra. Assim como na fórmula matemática, (-) + (-) = (+). Porém, acabei deixando pra lá esse assunto controverso.
Os anos passaram, as coisas mudaram na nossa língua - tiraram os tremas, alguns acentos e etc - porém a minha dúvida permanecia: Devo corrigir?
Hoje resolvi pesquisar e encontrei dois artigos que falam sobre isso. O primeiro, de um professor de português lá de Portugal chamado Marco Neves [certaspalavras.pt] onde ele diz que chega a ser feio quando tentamos escrever "Há nada errado". Que apesar de correto, a outra forma não deve ser descartada e é até mais bonita visualmente.
Outro site que cita o tema é o ciberduvidas.iscte-iul.pt/. Este é ainda mais incisivo ao colocar que idiomas como o latim e o inglês são mais rígidos com este caso, mas o português, assim como o romeno e o francês, permite duas negativas para construir uma mais completa.
Sendo assim, até que seja convencido do contrário, não há nada estranho em deixar nossa tradução assim! : )

Ps.: A imagem é da versão HD SEAMLESS para Gamecube com tradução para o pt-br, que estamos adaptando da nossa versão de PC.

Abraço!


Flag

Um novo cenário em um cenário desgastante

03/11/2020

Boas;

Parece um título estranho, porém tem lá seus motivos.
A alegria de criar um novo cenário [em um jogo] é quase indescritível. Você poder ver uma personagem que curte, em um local que você mesmo criou, dentro de um jogo que tanto idolatra, é algo no mínimo amável, pra quem gosta de modificações e de se sentir parte integrante de uma série.
Tudo o que faço desde os primórdios do romhacking é baseado em paixão. Nunca cobrei por algo que fiz nesse meio. Nunca tive sites com propaganda [salvo um mês de renovação em 15 anos de história] e nunca trabalhei com Patreons, Padrins, Tiozins e etc. Não é algo que eu seja contra, eu só não gosto de entrar em sites que tenham propaganda. Então, nada mais óbvio do que 'o meu' também não ter. É mais ou menos aquela premissa do "não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você". Porém - novamente - não sou contra isso. Acredito que cada um deva fazer as coisas da forma que melhor lhe convier. E o grande problema está aí!
O cenário romhacking [cenário = pessoas do meio romhacker] vem tendo atitudes estranhas desde que se iniciou. Parece que uma corrida por titularidades vem crescendo, devido a egos inchados e corações infláveis. O CT nunca cobrou créditos pro seus trabalhos - mesmo que eu ache um absurdo sem precedentes, você pegar o trabalho de alguém, modificar a cara dele e lançar como seu. Aqui neste grupo já fomos alvo das maiores atrocidades já vistas em relação a falta de créditos. Para se ter uma ideia, a maior parte destas versões de Resident Evil em português e 'aportuguesadas' que estão disponíveis pela internet afora, saíram de trabalhos originais do CT-STARS. Muitas em outros idiomas, como Russo e Árabe, também. Eu nunca fui atrás de crédito por isso. Não acredito em retaliação. Acredito em Lei do Retorno. E não na parte da vingança e sim na parte que diz que você recebe de acordo com o que faz. Então, de uma forma ou de outra, o reconhecimento sempre acaba vindo. E pra quem não cobra pelos seus trabalhos, o reconhecimento passa a ser a moeda mais valiosa em todo o processo.
Então quando você se deparar com um trabalho bacana por aí, seja ele qual for, procure saber quem o fez. Envie um comentário ou um agradecimento. E tenha a certeza de que você fez alguém muito feliz.
O dinheiro paga a alimentação do corpo. O reconhecimento satisfaz a alma!

Grande abraço!


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Rebeccas Escape - O Primeiro Cenário

06/10/2020

Este cenário foi divulgado a primeira vez cerca de 11 anos atrás.
Em um mundo onde o romhacking ainda era novidade, Resident Evil tinha recém ganhado seu 5º título numerado e os fãs ainda tinham um certo respeito entre uns e outros, o CT-STARS divulgava seu mais recente - e audacioso - projeto. Resident Evil: Rebecca's Escape tinha como pano de fundo a história original de Resident Evil 3, vista pelo ângulo de Rebecca Chambers, a recruta até então desaparecida da série. Muitos, inclusive, a davam como morta nos incidentes de Julho de 1998, na mansão Spencer. Este Flag que vos fala sempre defendeu a sobrevivência dela, em teoria baseada em um file de Resident Evil 2, onde é falado que os sobreviventes dos eventos eram Redfield, Valentine, Burton, Chambers e Vickers.
Ora, se Rebecca sobreviveu ao incidente da mansão, onde ela estava quando Jill Valentine saiu da cidade em Resident Evil 3? Sabemos que Chris estava na Europa. Claire e Leon tinham acabado de sair, um dia antes. Barry estava igualmente fora [spoiler: tendo voltado para salvar Jill]. Brad morre na frente de Jill, pelo Nemesis [esqueçamos o remake/reimaginação]. E Rebecca foi, simplesmente, esquecida.
Baseados nisso tudo, resolvemos tentar imaginar o que teria acontecido com ela, criando uma história fictícia - porém - sem inconsistências com o canon da série.
A história-base sempre existiu. O roteiro não.
Como esta parte não evoluía, acabei decidindo por mexer em alguns cenários e na própria personagem. Rebecca, então, apareceu neste terraço do RPD. É um cenário montado a partir de fragmentos do RPD, utilizando o céu de Raccoon City em Resident Evil 3.
Apesar de já terem se passado 11 anos, lembro nitidamente das reações dos fãs, extremamente positivas. Afinal, ninguém - ou quase ninguém - tinha feito um cenário novo até então. E com estas características, ainda não existia. É claro que algumas pessoas preferiram focar na personagem e na forma básica dela. Isso não incomodou muito, na verdade. Os retornos positivos eram tão animadores que as negatividades passaram quase que despercebidas.
Depois disso a coisa evoluiu rápido. Tivemos a entrada do Arcano e depois do Jusé no design de cenários, o que levou o jogo a outro nível visual.
E aí a coisa realmente explodiu [figurativa e literalmente].
Porém, isto é assunto para a próxima postagem.
 

Projeto RE: RW e os testes com Unity WebGL

12/06/2020

Criamos uma build do projeto Rebecca's Way para testar as funcionalidades do WebGL, uma espécie de  plataforma para jogos, como se fosse um Playstation ou XBox. O jogo roda diretamente no navegador de internet e fica hospedado em um servidor próprio.
Nos divertimos muito vendo a Rebecca andando pelo novo cenário [que dizem lá pelos lados dos Burns, que servirá de tela do menu inicial] e dando uns tiros em vasos, que ricocheteiam, e em zumbis que gemem e brotam itens quando morrem.
Tudo ainda está em fase inicial de testes, mas admito que foi uma sensação ímpar e incrível ver o jogo finalmente rodar, de forma satisfatória e extremamente linda, mesmo que ainda em uma plataforma que preza pela rapidez.
Isso me faz pensar o quão lindo esse jogo ficará quando tiver uma build para PC!
Quem sabe isso acontece muito em breve!

Grande abraço!


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